Jabes anuncia livro biográfico e diz que Marão só chega tarde na dividida

Jabes Ribeiro
Maurício Maron

Recuperando-se de um câncer e passando ainda por um tratamento oncológico, o ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro, está isolado em Salvador neste período de pandemia. Em uma live feita há pouco com o blogueiro Jhonnis Melgaço, do site Ilhéus Eventos, Jabes falou da sua rotina em casa: lava pratos e dedica, pelo menos, duas horas por dia, para rascunhar suas memórias. O trabalho vai virar um livro biográfico, revelou pela primeira vez. "É agora ou nunca", disse na live. 

Este ano, Jabes - um dos mais emblemáticos políticos do interior da Bahia, com quatro mandatos de prefeito, ex-deputado federal, secretário de estado e, atualmente, secretário-geral do Partido Progressista no estado - completa 44 anos de vida pública. "Quero dar conhecimento às pessoas dos fatos fantásticos que aconteceram ao longo deste período", afirmou, acrescentando que constarão na obra as relações políticas que construiu, Ilhéus, vitórias, derrotas e bastidores da política baiana.

Jabes destacou que na obra também vai constar os fatos que levaram à derrota do seu grupo para o atual prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, em 2016. "A disputa estava entre Cacá (Colchões, seu candidato) e Bebeto (Galvão, sindicalista). Até que aconteceu uma coisa que mudou o rumo da eleição e isso vai estar no livro", afirmou.

Sobre a pandemia, Jabes Ribeiro disse que apesar do prefeito - que é seu adversário político - estar trabalhando para controlar o vírus na cidade, afirmou que, infelizmente, ele começou a agir tarde. "Ninguém está de braços cruzados. Mas ele chega sempre atrasado. Como jogador de futebol, ia perder todas as divididas", ironizou para, em seguida, afirmar que, pelo menos, "está sendo feito agora, está melhorando e eu estou torcendo para dar certo".

Para o ex-prefeito, logo que houve o problema do casamento em Itacaré, quando alguns convidados deram positivo para a Covid-19 e chegaram ao evento pelo aeroporto de Ilhéus, "faltou identificar logo o taxista que levou, o cara do Uber, quem esteve no hotel... ali merecia, naquele momento, precisava de uma investigação responsável". De acordo com Jabes, também era necessário, naquele período, ter feito barreiras sanitárias em lugares estratégicos da cidade.

Para Jabes, Mário ganhou sem pensar que ia ganhar. "Por isso está assim".